quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AMORES URBANOS


Ele parou e me olhou como todas as outras vezes, eu sorri e entrei no carro.
Ouvíamos uma canção qualquer que por sinal falava de amor. Baixei o vidro e deixei que o vento tocasse meu rosto, falei de mim somente o necessário e ouvi muito sobre ele tínhamos pouco em comum a não ser um gosto estranho na boca que se sente quando ama.
Ele disse que gostou dos meus lábios, eu gostei dos seus cabelos.
Havia também um brilho nos seus olhos que não conseguia definir. O carro seguia lento por entre as ruas, nelas vejo vários rostos que poderiam ser o seu mas estavam tão longe que não pude definir em meio à massa urbana.
Trocamos telefone e nos despedimos antes do semáforo abrir. Será que algum dia você soube do meu amor? Mesmo que por outros lábios ou por algum instante meu olhar apaixonado encontrou seu olhar distante? , nunca saberei pois o que sinto por você e tão verdadeiro que sua amizade me basta. Fico com medo de me declarar e te perder, resolvi te esquecer ,te ver dói ,machuca e aos poucos vai abrindo uma ferida que com o tempo não sei se terá cura.
Paro de pensar em você, pois o telefone toca! E uma fraca luz de cor amarela ilumina meu coração e ele, jantar, musica, vinho e você não poderiam faltar. Entramos,sentamos,conversamos,rimos ,bebemos, ouvimos,dançamos beijamos.
Acho que chegou o momento cansei de sofrer e de imaginar eu e você, vou embarcar no real. Não o amo, mas ele me ama e basta. Vou ser amado, e todas as tardes o telefone passou a tocar e ele diz vamos à paris? E o sinal, eu visto uma roupa qualquer e o encontro em um canto qualquer.
E ao vê-lo meu coração fica leve, cheio de esperanças que um dia eu possa amá-lo como te amo, pois ainda te amo, e que não posso mais...
Ele diz apenas vamos às paris? E eu respondo qualquer lugar longe daqui.

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