Tudo estava muito confuso, na minha cabeça só lembro estar saindo de uma festa em uma casa bem grande, com luzes iluminando azulejos amarelos, na frente tinha um jardim com grandes palmeiras. Realmente eu estava muito confuso um pouco pelo álcool e um pouco pelas drogas que rolaram durante a noite.
Tínhamos ouvido musica e conversando coisas bobas, olhando sempre no fundo dos olhos. Pois as palavras não queriam dizer nada, na verdade havia um desejo oculto de ambas as partes de se entregarem um ao outro. Mais mas uma vez a noite acabou e ambos não tiveram a coragem de falar ou fazer nada sempre regidos pelo signo da terra.
Ele me ofereceu uma carona e nos despedimos dos outros em frente aporta de madeira que ficava bem ao lado dos azulejos amarelos.
O carro seguiu por um longo caminho casas de um lado e arvores do outro, o som da natureza dos bichos ia escuridão tudo mexia na minha cabeça. Tinha dois amigos do Rodrigo no carro que nem lembro que eram fumavam um cigarro e riam baixinho, nem sabíamos por que, reclamaram do vento que vinha do leste.
Às vezes fico pensando sobre mim e nem sei quem eu sou ou quem me tornei algo dentro de mim se perdeu pouco a pouco, e como se tivesse uma ferida aberta sangrando todos os dias felicidade, alegria, tristeza, medo e coragem saindo de mim. Eu gosto de quem me tornei mais a cada dia fico, mas distante de quem eu era. Tenho medo de me perder e não conseguir me achar.
Já fazia alguns minutos que circulávamos com o carro até a portaria do condomínio de casa onde estávamos quando passamos por uma casa onde a garagem estava aberta e dela saia um carro preto e dentro pude ver três panteras negras. Mas logo já estávamos fora no condomínio em uma grande avenida muito iluminada. Começou a cair uma chuva fina e bateu em mim uma sensação ruim. A estrada parecia não ter fim ninguém conversava apenas o som do carro que tocava algo leve.
Rodrigo sugeriu um bar ali perto onde pessoas entravam e saiam, para terminarmos a noite. Eu pedi uma cerveja e o outro algo quente. Um homem de blusa colorida não sai do balcão fumando um cigarro atrás do outro. Tinha um garoto de óculos de grau blusa manga longa muito interessante, mas tanto eu como ele estávamos demasiadamente cansados dessa coisa toda e olhando melhor ele estava acompanhado da garota de cabelos escuros .toda agasalhada,com uma bolsa vermelha .
Rodrigo conversava com seus amigos sobre signos, lua, acendestes calendário maia, olhei para eles e fiz cara de interessado. O bar já estava fechando, fumamos um cigarro de maconha e cantarolamos uma musica do Caetano.
Ele sorriu, tocou minha perna, tentei puxar conversa falando sobre coisas que não me pertenciam. Mais uma vez ele sorriu, e disse: às vezes procuramos em algo ou em alguém o que está dentro de nós. Então entedie que o que eu procurava trasbordava em mim.
Paguei a conta e caminhei por um fevereiro quase março fumando um cigarro e pensando em coisas grandes e pequenas importantes ou não. E não demorou muito para o sol nascer.

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