sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

I'm sorry, it just ain't gonna work out



As coisas não fazem mais tanto sentido assim. Nem sei o que quero e onde estou no meio disso tudo. Mas surge algo novo que me faz repensar em tudo e volto a me encantar com pequenas coisas, pequenos gestos, volto a ter esperanças no ser humano, em mim. As coisas voltam a ter sentido me sinto vivo no universo. Olho o mar, o céu as pessoas,  e creio que nada como outro dia para te fazer melhor, te dar animo. Meus sentimentos por vezes estavam confusos, mas desde o dia em que te encontrei as coisas foram se ajustando criando forma e já não sei se o que te falo e por causa do álcool e da maconha que percorrem em mim ou por que estou trasbordando algo que sai de mim de uma forma tão natural que jamais conseguiria te explicar.
Vejo os carros passando e penso em dias felizes, dias em que tudo se encaixa como hoje. Mais agora já e outro dia cheio de compromissos, de sonhos, ilusões e medos e uma enorme vontade de compreender tudo isso de uma só vez, ter a certeza de que tudo se completa e que deus e o universo são um só... Estou te escrevendo depois da praia, do ônibus, do baseado, da cocaína, dos medos e do entendimento que tudo se torna belo por mais cruel e doentio que seja e que a única certeza que fica e o amor que damos ou negamos.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

sonhos e desilusão

Tudo estava muito confuso, na minha cabeça só lembro estar saindo de uma festa em uma casa bem grande, com luzes iluminando azulejos amarelos, na frente tinha um jardim com grandes palmeiras. Realmente eu estava muito confuso um pouco pelo álcool e um pouco pelas drogas que rolaram durante a noite.
Tínhamos ouvido musica e conversando coisas bobas, olhando sempre no fundo dos olhos. Pois as palavras não queriam dizer nada, na verdade havia um desejo oculto de ambas as partes de se entregarem um ao outro. Mais mas uma vez a noite acabou e ambos não tiveram a coragem de falar ou fazer nada sempre regidos pelo signo da terra.
Ele me ofereceu uma carona e nos despedimos dos outros em frente aporta de madeira que ficava bem ao lado dos azulejos amarelos.
O carro seguiu por um longo caminho casas de um lado e arvores do outro, o som da natureza dos bichos ia escuridão tudo mexia na minha cabeça. Tinha dois amigos do Rodrigo no carro que nem lembro que eram fumavam um cigarro e riam baixinho, nem sabíamos por que, reclamaram do vento que vinha do leste.
Às vezes fico pensando sobre mim e nem sei quem eu sou ou quem me tornei algo dentro de mim se perdeu pouco a pouco, e como se tivesse uma ferida aberta sangrando todos os dias felicidade, alegria, tristeza, medo e coragem saindo de mim. Eu gosto de quem me tornei mais a cada dia fico, mas distante de quem eu era. Tenho medo de me perder e não conseguir me achar.
Já fazia alguns minutos que circulávamos com o carro até a portaria do condomínio de casa onde estávamos quando passamos por uma casa onde a garagem estava aberta e dela saia um carro preto e dentro pude ver três panteras negras. Mas logo já estávamos fora no condomínio em uma grande avenida muito iluminada. Começou a cair uma chuva fina e bateu em mim uma sensação ruim. A estrada parecia não ter fim ninguém conversava apenas o som do carro que tocava algo leve.
Rodrigo sugeriu um bar ali perto onde pessoas entravam e saiam, para terminarmos a noite. Eu pedi uma cerveja e o outro algo quente. Um homem de blusa colorida não sai do balcão fumando um cigarro atrás do outro. Tinha um garoto de óculos de grau blusa manga longa muito interessante, mas tanto eu como ele estávamos demasiadamente cansados dessa coisa toda e olhando melhor ele estava acompanhado da garota de cabelos escuros .toda agasalhada,com uma bolsa vermelha .
Rodrigo conversava com seus amigos sobre signos, lua, acendestes calendário maia, olhei para eles e fiz cara de interessado. O bar já estava fechando, fumamos um cigarro de maconha e cantarolamos uma musica do Caetano.
Ele sorriu, tocou minha perna, tentei puxar conversa falando sobre coisas que não me pertenciam. Mais uma vez ele sorriu, e disse: às vezes procuramos em algo ou em alguém o que está dentro de nós. Então entedie que o que eu procurava trasbordava em mim.
Paguei a conta e caminhei por um fevereiro quase março fumando um cigarro e pensando em coisas grandes e pequenas importantes ou não. E não demorou muito para o sol nascer.

PARA ALGUEM EM ESPECIAL


Perdão se nunca soube lhe compreender ou agradecer quem sou erro muito e difícil assumir nossos erros, sonhos tenho muitos alguns você me possibilitou viver outros nem com todo tempo e dinheiro do mundo realizarei, mais de tudo ficam coisas boas não sei se ir embora foi a melhor opção isso só o tempo dirá.
No futuro todos vão ver o que perderam, mas eu não. Eu vou ter vivido o que acreditei minhas ilusões e loucuras que por muito tempo me alimentaram, mas que também me fizeram padecer e de certa forma contribuir para o que eu sou hoje. Esta pessoa fria e fechada, distante de tudo, o amor se encontrei não percebi como também não percebi que estava desperdiçando tantas chances e portas que se abriram na minha frente, como última saída do inferno que em encontrava e olha que já se vão vinte anos.
E inevitáveis certas comparações estou em uma fase que sinto muitas saudades de você e dos meninos, das brigas dos choros e sorrisos, as lembranças me matam pouco a pouco.
Eu? Estou bem, agora vou tomar um café, lá fora cai uma chuva dessas de verão e sinto que ela lava todos os meus erros.
Beijos, abraços, desculpas e monte de coisa que só você pode imaginar, pois você e a única pessoa que me conhece por inteiro. Amo-te muito por saber que só você numa extensão de quilômetros me entende e me ama como sou, cheio de imperfeições. 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

AMORES URBANOS


Ele parou e me olhou como todas as outras vezes, eu sorri e entrei no carro.
Ouvíamos uma canção qualquer que por sinal falava de amor. Baixei o vidro e deixei que o vento tocasse meu rosto, falei de mim somente o necessário e ouvi muito sobre ele tínhamos pouco em comum a não ser um gosto estranho na boca que se sente quando ama.
Ele disse que gostou dos meus lábios, eu gostei dos seus cabelos.
Havia também um brilho nos seus olhos que não conseguia definir. O carro seguia lento por entre as ruas, nelas vejo vários rostos que poderiam ser o seu mas estavam tão longe que não pude definir em meio à massa urbana.
Trocamos telefone e nos despedimos antes do semáforo abrir. Será que algum dia você soube do meu amor? Mesmo que por outros lábios ou por algum instante meu olhar apaixonado encontrou seu olhar distante? , nunca saberei pois o que sinto por você e tão verdadeiro que sua amizade me basta. Fico com medo de me declarar e te perder, resolvi te esquecer ,te ver dói ,machuca e aos poucos vai abrindo uma ferida que com o tempo não sei se terá cura.
Paro de pensar em você, pois o telefone toca! E uma fraca luz de cor amarela ilumina meu coração e ele, jantar, musica, vinho e você não poderiam faltar. Entramos,sentamos,conversamos,rimos ,bebemos, ouvimos,dançamos beijamos.
Acho que chegou o momento cansei de sofrer e de imaginar eu e você, vou embarcar no real. Não o amo, mas ele me ama e basta. Vou ser amado, e todas as tardes o telefone passou a tocar e ele diz vamos à paris? E o sinal, eu visto uma roupa qualquer e o encontro em um canto qualquer.
E ao vê-lo meu coração fica leve, cheio de esperanças que um dia eu possa amá-lo como te amo, pois ainda te amo, e que não posso mais...
Ele diz apenas vamos às paris? E eu respondo qualquer lugar longe daqui.